Orlando, EUA – Parte 1

Goofy!

15 dias em Orlando. É bastante tempo para aumentar as dívidas, perder quilos de tanto andar e comprar tralhas que você provavelmente nunca mais vai usar na vida. E custam caro, viu? Vou compartilhar com vocês os parques que visitei e o que achei de cada um deles. Visitei Orlando em baixa temporada (Fev/2012), então não tive grandes problemas com as filas dos brinquedos. E calma! Se você é do tipo que acha que em Orlando tudo é artificial e sem emoção, eu sugeriria que você se rendesse aos encantos do mundo Disney e fosse visitar. Nem que seja para falar mal, o que definitivamente não aconteceria. Vou tentar não dar muitas dicas de brinquedos, você vai saber qual visitar quando estiver nos parques. – Magic Kingdom

Castelo das princesas

É realmente um parque encantado. As atividades começam logo cedo e tudo é lindo. Desde a queima de fogos e a recepção pelo personagens até o espetáculo Wishes que termina o dia. Cada pedra quebrada está no lugar que foi programada pra estar.

Wishes Fireworks Spectacular: normalmente inicia às 22h.

Os funcionários do parque parece que saíram da fantástica fábrica de chocolate. E quem resistiria e não assistiria as paradas e deixaria de cumprimentar o Mickey? Até eu que já passei da idade do mundo encantado tive que tirar as tão famosas fotos.

Mickey e Minnie: para quem não sabe, a casa deles dará lugar a outra atração. Agora eles ficam no teatro.
Até para tirar foto com o Walt Disney, tem que esperar na fila.

Eu não perderia os incríveis cinemas 3D! – Epcot

Símbolo do Epcot: o brinquedo Spaceship Earth

De longe é o parque mais monótono da Disney, mas se você é marinheiro de primeira viagem, vale a pena visitar. O parque é dividido por países onde você vai poder assistir espetáculos típicos do Japão ou do Marrocos, por exemplo. Eu não deixaria de visitar o Soarin e o Test Track. Como é um parque com poucos brinquedos, você provavelmente vai gostar de um pouco de ação.

Soarin: simulador de vôo livre

Se quiser saber mais sobre o Soarin, visite http://disneyworld.disney.go.com/parks/epcot/attractions/soarin/ e conheça. – Hollywood Studios 

Entrada do Hollywood Studios

É o antigo MGM Studios. Na minha humilde opinião, é o melhor parque de todos. É como estar em um set de filmagens em tempo integral. Sobre os brinquedos mais famosos, preciso deixar claro que acho que quase morri na famosa Torre do Terror. Realmente a sensação é das piores do mundo. Me arrependo amargamente por não ter ido na Rock ‘n Roaller Coaster (a tal montanha russa do Aerosmith). Meu medo de montanha russa ainda vai me garantir longos arrependimentos (e a vontade de voltar pra pagar pra ver). Depois me falaram que era muito boa, e realmente eu tinha ido em outras piores do que essa.

Rock ‘n Roaller Coaster

Além de tudo isso, ainda tem o show “Light, motors, action! Extreme stunt show”. Você não vai querer perder um incrível espetáculo com carros que mostra como são filmadas as cenas de perseguição.

Light, motors, action! Extreme stunt show

– Animal Kingdom

Pateta!

Esse é outro parque que está longe de ser um dos melhores parques também, mas ainda assim tem muito com o que se divertir nele. Começando pelo Kilimanjaro Safaris, que como toda atração dentro da Disney é naturalmente artificial. Calma, os bichos são de verdade.rs

Além disso, você vai gostar muito da Expedition Everest. A famosa montanha russa de madeira do Animal Kingdom.

Expedition Everest

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Bariloche, Argentina

7 dias em Bariloche foi um sonho, muito além das minhas expectativas. Além de encantadora a cidade nunca para e tem atividades para todos os gostos. Eu arrisco dizer que até moraria lá.

Conhecida como um ótimo destino para casais, Bariloche também é um ótimo destino para solteiros e mochileiros. Se visitar Bariloche, aproveite para fazer amigos!

Começamos os planos da viagem escolhendo o melhor período para viajar. Depois de muito pensar, agosto foi o mês escolhido. Visitamos muitos sites e vimos de acordo com as temporadas passadas que o período de neve é cada vez mais curto, por isso viajamos no mesmo período em que nevou no ano passado.

Se você quiser acompanhar o tempo, tem também algumas câmeras que eu usei bastante para me programar. http://www.vamosparabariloche.com.br/tempo.html

Não foi uma viagem completamente nevada, até porque não neva mais com tanta frequência na cidade por conta da urbanização. Mesmo assim, vimos neve na cidade em uma madrugada.

O próximo passo era a escolha do Hostel. Aqui fica minha melhor dica. Se você é solteiro e quer fazer amigos, hotel não é uma boa opção. Hostels são muito mais amigáveis e divertidos. Além de serem muito mais baratos. Escolhemos o Hostel Los Troncos quase aleatoriamente. Pensamos na proximidade com o Lago Nahuel Huapi e quando chegamos nos surpreendemos. Realmente a localização era ótima (Av. San Martin, a principal). Perto do lago, do centro cívico e principalmente, longe das ladeiras…que são infinitas.

Sala de estar do hostel
(http://www.hostellostroncos.com.ar/)

Nós, que nunca tínhamos visto neve na vida, decidimos ir esquiar logo no dia seguinte. Escolhemos o Cerro Catedral como destino pra essa aventura.

Tudo incomoda nessas roupas esportivas. A bota incomoda, o ski parece uma prancha de surf e ficar de pé nele também não é das coisas mais fáceis do mundo. Missão cumprida! Mesmo com a neve não tão solta, conseguimos esquiar na parte para aprendizes. Depois de ficar em pé, o novo desafio era ficar parada em cima dele.

ski
O famoso ski. Só faltou a foto dos bastões.

 

Para chegar lá é bem fácil. Na própria Av. San Martin passa um ônibus às 10h (tem também alguns mais cedo) para os Cerros. É o transporte mais barato até lá e todo mundo leva o equipamento no ônibus. Confesso que não é fácil, porque o ônibus está sempre lotado, mas se você quiser economizar, sugiro que alugue na cidade e não nos cerros.

Entrada do Cerro Catedral

E pra não dizer que só contei as coisas boas preciso dizer que tomei muitos tombos que me garantiram enormes hematomas, mas juro que cair na neve não machuca.

O tombo perfeito

Em um outro dia, até curtimos uma nevasca em um ponto mais alto do Cerro. Como nevava muito, não pudemos subir mais.

Nevasca!

– After Ski

Essa foi uma surpresa. Pra mim pelo menos.

Sair da estação de ski e encontrar lá mesmo várias baladas enormes onde os praticantes de ski e snowboard se encontram no final do dia. Como todos os brasileiros, também me surpreendi várias vezes com o preço baixo para consumir e com as entradas sempre gratuitas.

After ski no Cerro Catedral

 – Alimentação no Cerro Catedral

Além do after ski, outra dica é subir no cerro mesmo que seja só para comer. O restaurante que fica lá no alto tem uma vibe ótima e comidas maravilhosas. Também é uma ótima oportunidade para secar as luvas na lareira e se esquentar um pouquinho.

Se você estiver muita sede constantemente como eu, não faz mal comer neve também. rs

Em dia de nevasca, a melhor opção é se refugiar no Conexion e aproveitar uma ótima comida caseira.

Fizemos muitos outros passeios, que são bem típicos para quem não conhece Bariloche. Vou listar abaixo e mostrar algumas fotos.

– Cerro Tronador

Talvez seja um dos passeio mais famosos e mais incríveis. O caminho até lá é lindo e chegar lá é ainda mais incrível. Você fica uns minutinhos esperando e logo ouve o barulho do trovão quando a neve desmorona.

O Cerro Tronador é um vulcão ativo e tudo que você vir no chão é feito de lava vulcânica.

Caminho para o Cerro Tronador
Rocha Vulcânica e o Cerro Tronador ao fundo

– Cerro Otto / Ski Bunda / Piedras Blancas

É em Piedras Blancas que a maioria das pessoas que não gostam de ski se divertem com a neve. Especialmente as crianças. É impossível sair seco ou sem um monte de neve dentro da roupa.

http://www.piedrasblancasbariloche.com/

– Isla Victoria / Bosque de Arrayanes

Esse é mais um dos passeios famosos da patagônia argentina. O barco sai do Puerto Pañuelo e a bordo do Cau Cau você passa um dia inteiro navegando pelo Lago Nahuel Huapi e alimentando gaivotas até chegar ao Bosque de Arrayanes.

Gaivotas e a Cordilheira dos Andes ao fundo

Diz a lenda que esse somente nesse bosque existem os Arrayanes e que as árvores foram usadas como referência na criação do personagem Bambi. 

Chegada ao Bosque de Arrayanes
Arrayanes

Já a Isla Victoria, era habitada por indígenas que deixaram marcas nas pedras. Nela você vai conhecer diversos tipos de pinheiros e sequóias bem altos. Algumas das árvores que estão lá chegam a demorar 10 anos para crescer 1cm.

Chegando na Isla Victoria

– Noite em Bariloche

Esse é o tópico que vai interessar a maioria das pessoas. Há quem diga que Bariloche é um lugar cheio de adolescentes e casais. Calma! Tem espaço para os solteiros descontraídos também.

Fizemos uma longa pesquisa sobre qual o melhor lugar para frequentar em Bariloche e a resposta foi unânime: Wilkenny.

Wilkenny: a atração para bater carteirinha todos os dias

Realmente é um pub maravilhoso. Toca música boa, as pessoas são divertidas e o clima é bastante próximo do brasileiro, só que com mais gringos do que aqui.

Alguns dias arriscamos outros destinos (sem deixar de dar uma passadinha na Wilkenny antes, claro) e acabamos descobrindo outros dois lugares incríveis.

A Dusk, quase em frente, já não é um pub tímido, mas uma boate com direito a tudo que você puder imaginar. É normal encontrar as mesmas pessoas que estavam na Wilkenny por lá. Por volta das 3 da manhã todo mundo acaba migrando para a Dusk ou outro lugar. E foi numa dessas que conhecemos a famosa Grisu, no meio de uma nevasca.

Dusk, after Wilkenny
Grisu

O espaço é realmente incrível. Uma mistura de caverna e labirinto tão grande que tarefas como encontrar o toalete não são tão simples. 

E mulher tem mordomia…em todos os lugares de Bariloche. Você vai se pegar experimentando o Fernet e fazendo cara de “eca” em algum momento. Se seus amigos forem argentinos, você certamente vai beber o tal Fernet Cola todos os dias e até começar a achar gostoso. Até descobrir que é digestivo, que é xarope e outras tantas lendas. Mas se ainda não fez mal, por que faria?

Resumindo: você só vai ser infeliz em Bariloche se você for do tipo de pessoa que não se agrada com nada. Eu moraria por lá e juro que morro de saudade só de pensar.

– Os amigos que fiz

Hoje com o facebook tudo fica muito mais fácil. Difícil mesmo é a hora da despedida.

Tenho a dizer aos meus novos amigos que espero que venham em breve ao Rio. Será um prazer receber vocês. E um beijo especial para Tania, nossa amiga panamenha que provavelmente visitaremos no ano que vem.

Thais

Sobre mochilões, viagens, devaneios e muitas aventuras.