Florianópolis, SC – Brasil

Florianópolis com certeza vai deixar boas lembranças. Até mesmo eu que vivo uma relação de amor e ódio com o meu tão querido e problemático Rio de Janeiro fiquei de queixo caído com as belezas que vi por lá.

Voltei segura de que nem mesmo 1 mês me faria ficar satisfeita e conhecer tudo por lá. Ah, sinto em desapontar os mochileiros, mas dessa vez optei por um hotel.

A escolha do hotel já foi bastante conturbada. Mesmo programando a viagem com antecedência, nenhum hotel parecia perto dos lugares ou em conta nessa época do ano. Decidimos tudo aos poucos. Primeiro a passagem (que você pode conseguir bem barata se programar com antecedência e bem cara se deixar pra cima da hora), depois o hotel e por último a festa do Ano Novo.

Partimos dia 25 ainda de madrugada pra Floripa com um monte de dúvidas. Primeiramente, aquela insegurança sobre o hotel, já que o TripAdvisor só tinha críticas ruins para nos dar. Primeiro o mofo, depois os quartos acabados, o serviço ruim. Definitivamente o Hotel Castelmar não tinha nenhuma dessas características. Pelo menos pra nós. O quarto era amplo, com sala, varanda, dois quartos e um banheiro espaçoso. O único inconveniente era a distância que estávamos de tudo.

Impossível não bater uma preguiça só de pensar no trabalho que daria para chegar nos lugares.

No primeiro dia nos aventuramos de ônibus. Não era possível que fosse tão difícil a locomoção quanto as pessoas falavam. Bom, é verdade. É bastante complicado o transporte público em Florianópolis. A cidade não tem muita estrutura pra receber o turismo em alta temporada. É óbvio que isso jamais destruiria nossa viagem.

Praia dos Inglese
Praia dos Ingleses

O trajeto centro-ingleses-santinho é realmente cansativo se você fizer de ônibus, mas nada é impossível se você quiser. A Praia dos Ingleses estava meio suja, então fomos conhecer o Santinho, que de cara pareceu o lugar perfeito para ficar o resto do dia. Não fosse a dificuldade pra voltar de ônibus e a ventania no final do dia, seria o lugar perfeito para todos os dias.

Praia do Santinho
Praia do Santinho

Graças ao mochileiros.com (como sempre) conseguimos fazer um grupo bem legal de novos amigos e marcar alguns encontros com a galera. Na praia, num showzinho ou num bar.

Na nossa primeira noite já conhecemos nosso primeiro grande amigo de viagem e fomos “dar umas bandas” por Floripa, como falam por lá.

Descobrimos que Lagoa da Conceição definitivamente é um lugar pra todos os públicos e gostos. Se você quiser um reggae, um rock, um bar alternativo ou uma coisa mais roots, lá é o lugar. Ah, não faltam pessoas de todos os tipos andando pelas ruas e casas, hoteis, albergues para se hospedar. Aparentemente fica perto de tudo que pode interessar e é um lugar bem legal.

E já que estávamos por Santa Catarina, por que não visitar o Beto Carrero? Fomos por um caminho de ida que durou 45 minutos e na volta 4 longas horas. Sim, o trânsito não está apenas nas grandes cidades. Eu ainda acho que os catarinenses veêm o trânsito (ou a fila) de uma forma bem diferente. Trânsito nenhum que pegamos por lá foi suficiente para irritar ou estressar. O carioca, o paulista e talvez alguns outros têm um parâmetro diferente do que é demorar para chegar em algum lugar.

Voltando ao Beto Carrero, não é um parque muito grande, mas vale conhecer se você gosta de montanha russa e brinquedos que minha coluna certamente não aguentaria. Fica aqui minha felicidade. O extreme show não deixa NADA a desejar se comparado com o show de carros do Hollywood Studios. Pelo contrário, eu diria que é até melhor.

Extreme Show
Extreme Show

A alta temporada em qualquer lugar é um problema. Já que o calor deu uma trégua e a chuva não veio até o momento que começamos a peregrinação na volta pela estrada, por que não reclamar da fila da Firewhip. A melhor sensação que já tive em montanhas russas verticais até hoje. Ela é realmente incrível e vale a pena pegar a fila. Não só uma, mas duas, três…quantas vezes forem necessárias.

Ah, não comam balas ou chicletes, vocês podem engasgar. No final você vai estar eufórico. Se você ficar tanto tempo quanto eu na fila, vai ouvir essas duas frases algumas dezenas de vezes. rs

Não mata nem os mais medrosos como eu, que sempre acham que vão morrer do coração.
Não mata nem os mais medrosos como eu, que sempre acham que vão morrer do coração.

Carioca que é carioca vai procurar funk até onde não tem. E foi num belo dia desses que resolvemos nos aventurar na nossa primeira balada. De cara achamos engraçado. Um lugar que permite a entrada de menores de idade. E como tinha funk, só tinha menores de idade. Tudo bem, com certeza as músicas que fizeram parte da minha infância não fazem parte da infância de 80% do público do lugar. Mesmo assim, não dá pra dizer que foi uma noite ruim. Me diverti bastante com o MC Andinho e todas as músicas dos anos 90.

Como todas as últimas viagens, essa também foi marcada por um esporte. Não nos bastou ter a sensação de que ficar em pé na prancha de snowboard era mais fácil do que no ski (apesar dos dois apoios e dos bastões), resolvemos nos aventurar no sandboard.

Com certeza foi divertido e cansativo. E realmente, se a sensação for parecida, esse tipo de prancha é mesmo bem mais fácil de se equilibrar do que as do ski.

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E como não falar do tombo que destruiu a minha coluna por dias?

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Definitivamente não tem como não cansar, não comer areia ou controlar a quantidade de areia que você vai levar pra casa dentro da roupa. Prepare-se para ralar bastante também. E rir muito.

Fizemos também um passeio de barco. Que durou 6h, terminou e começou em chuva. E frio. E na Baía dos Golfinhos, bem…eles não estavam por lá.

Passado o preconceito com o tal Jurerê Internacional, resolvemos conhecer a tal praia e as tais mansões e carrões que passeiam por lá. Para morder a língua, foi a praia que eu mais gostei…e mais um lugar para fazer novos amigos.

Nossos amigos Junior e Alex, de Campo Grande – MS demoraram 5 dias para chegar (acho que foram só 2, mas a impressão que eu tive era que eles não saíam do lugar jamais).

É bem a cara de Jurerë achar dinheiro dentro do mar, não?
É bem a cara de Jurerë achar dinheiro dentro do mar, não?

Chegou nossa penúltima noite e com certeza a mais divertida.  No finalzinho da viagem e ainda tinha um show do Sambô e um Ano Novo na manga. O lugar da noite foi a Alameda Casa Rosa, um lugar bem legal onde fazem shows de vez em quando. A diversão tava garantida e o som era dos melhores. Mais uma vez, fizemos amizade. Dessa vez com um garçom do lugar…e na volta pra casa, aquela carona. Não iríamos deixar o novo amigo na mão. Ok, confesso que a intenção era sair de lá e ir pra outro lugar, mas todo mundo morgou…e fomos direto pra casa. Valeu a pena apesar da super lotação e do mega calor.

E chegou o último dia do ano…cheio de ressacas, dores, preguiças e reflexões. Levantar da cama no dia 31 não foi a coisa mais fácil do mundo. Era o último dia de viagem. Dia de arrumar novamente as malas, de deixar 2012 pra trás e véspera de voltar para a dura realidade.

A virada do ano foi meio atípica. Não sei se meu corpo não aguentava mais a badalação, se a festa estava muito cheia ou se foi só a queima de fogos antecipada e a falta que eu senti de uma contagem regressiva…mas naquele instante senti falta da energia de uma boa virada na Praia de Copacabana. Pensei, os catarinense ainda têm muito pra aprender sobre isso com o Rio de Janeiro.

Aqui fica meu recado para 2012. Valeu, você conseguiu passar da forma menos discreta possível e mudar minha vida desde o primeiro dia até o último.

Obrigada por toda a sorte que tive e toda a sorte que ainda vou ter.

Agradeço por ter tido a oportunidade de refletir sobre meu ano sob os poderes da incrível Ilha da Magia e agradeço incondicionalmente por todas as pessoas que passaram pela minha vida com a habilidade de mudar alguma coisa em mim e por aquelas que eu vou fazer questão de manter na minha vida enquanto eu puder viver a vida exatamente da mesma forma, a melhor possível.

Espero levar todos os ensinamentos, os amigos, as palavras, os conselhos, as trocas de cultura e o sotaque misturado daqui pra frente e para todo o sempre.

Que a vontade de manter amizades permaneça em nossas vidas. Que a gente se visite e se ame sempre mais. E que a rotina jamais faça de nós distantes.

Que meus novos amigos sejam velhos amigos dentro de muitos e muitos anos e que não nos falte a saúde um dia.

Aos que eu tive o prazer de compartilhar momentos inesquecíveis…Alex e Junior.

Aos que ainda não pude conhecer, mas que pela internet se fizeram presentes na mesma viagem…Isabella, Marcos e Wally.

À Tia Ione, que além de ser mãe da minha amiga também considero como minha mãe. Obrigada pelo carinho, pela companhia, pela disposição e  pela disponibilidade. Espero que você tenha curtido tanto quanto eu. Amo você!

Por último e jamais menos importante, à minha amiga e grande companheira de aventura, Ligia…que você permaneça na minha vida por muitos e muitos anos. Nem sempre me falando o que eu quero ouvir, mas o que eu preciso. Que eu possa ser uma boa companhia enquanto a vida durar.

Por que a gente acha que precisa de tanto? Amizade certamente é a palavra que resume tudo que a gente pode um dia precisar.

Ilha da Magia, eu te amo desde o primeiro minuto e não vejo a hora de voltar.

Pode vir, 2013…eu já não aguentava mais te esperar.

Até breve, em Bonito – MS.

Orlando, EUA – Parte 1

Goofy!

15 dias em Orlando. É bastante tempo para aumentar as dívidas, perder quilos de tanto andar e comprar tralhas que você provavelmente nunca mais vai usar na vida. E custam caro, viu? Vou compartilhar com vocês os parques que visitei e o que achei de cada um deles. Visitei Orlando em baixa temporada (Fev/2012), então não tive grandes problemas com as filas dos brinquedos. E calma! Se você é do tipo que acha que em Orlando tudo é artificial e sem emoção, eu sugeriria que você se rendesse aos encantos do mundo Disney e fosse visitar. Nem que seja para falar mal, o que definitivamente não aconteceria. Vou tentar não dar muitas dicas de brinquedos, você vai saber qual visitar quando estiver nos parques. – Magic Kingdom

Castelo das princesas

É realmente um parque encantado. As atividades começam logo cedo e tudo é lindo. Desde a queima de fogos e a recepção pelo personagens até o espetáculo Wishes que termina o dia. Cada pedra quebrada está no lugar que foi programada pra estar.

Wishes Fireworks Spectacular: normalmente inicia às 22h.

Os funcionários do parque parece que saíram da fantástica fábrica de chocolate. E quem resistiria e não assistiria as paradas e deixaria de cumprimentar o Mickey? Até eu que já passei da idade do mundo encantado tive que tirar as tão famosas fotos.

Mickey e Minnie: para quem não sabe, a casa deles dará lugar a outra atração. Agora eles ficam no teatro.
Até para tirar foto com o Walt Disney, tem que esperar na fila.

Eu não perderia os incríveis cinemas 3D! – Epcot

Símbolo do Epcot: o brinquedo Spaceship Earth

De longe é o parque mais monótono da Disney, mas se você é marinheiro de primeira viagem, vale a pena visitar. O parque é dividido por países onde você vai poder assistir espetáculos típicos do Japão ou do Marrocos, por exemplo. Eu não deixaria de visitar o Soarin e o Test Track. Como é um parque com poucos brinquedos, você provavelmente vai gostar de um pouco de ação.

Soarin: simulador de vôo livre

Se quiser saber mais sobre o Soarin, visite http://disneyworld.disney.go.com/parks/epcot/attractions/soarin/ e conheça. – Hollywood Studios 

Entrada do Hollywood Studios

É o antigo MGM Studios. Na minha humilde opinião, é o melhor parque de todos. É como estar em um set de filmagens em tempo integral. Sobre os brinquedos mais famosos, preciso deixar claro que acho que quase morri na famosa Torre do Terror. Realmente a sensação é das piores do mundo. Me arrependo amargamente por não ter ido na Rock ‘n Roaller Coaster (a tal montanha russa do Aerosmith). Meu medo de montanha russa ainda vai me garantir longos arrependimentos (e a vontade de voltar pra pagar pra ver). Depois me falaram que era muito boa, e realmente eu tinha ido em outras piores do que essa.

Rock ‘n Roaller Coaster

Além de tudo isso, ainda tem o show “Light, motors, action! Extreme stunt show”. Você não vai querer perder um incrível espetáculo com carros que mostra como são filmadas as cenas de perseguição.

Light, motors, action! Extreme stunt show

– Animal Kingdom

Pateta!

Esse é outro parque que está longe de ser um dos melhores parques também, mas ainda assim tem muito com o que se divertir nele. Começando pelo Kilimanjaro Safaris, que como toda atração dentro da Disney é naturalmente artificial. Calma, os bichos são de verdade.rs

Além disso, você vai gostar muito da Expedition Everest. A famosa montanha russa de madeira do Animal Kingdom.

Expedition Everest

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