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Copacabana e Isla del Sol – Bolívia

Nosso próximo destino era Copacabana. Chegar lá por Potosí exigiu um tempo um pouco maior de viagem. Pegamos um ônibus de lá para La Paz e de La Paz para Tiquina

Chegando em La Paz, deixamos alguns pertences dentro do ônibus e quando demos conta eles já tinham sido furtados por alguém. Não tem para quem reclamar. A sugestão é não desgrudar um minuto sequer do que é seu.

Não chegamos a conhecer La Paz. A cidade foi só uma passagem para Tiquina. No caminho de lá para Tiquina nosso ônibus foi parado várias vezes pelo exército que estava em busca de traficantes.

A Bolívia não tem uma ótima fama de lugar higiênico e provavelmente não existe um órgão como a ANVISA por lá. Talvez por isso carnes sejam comercializadas fora da embalagem. Além disso, é comum você ir nos restaurante e descobrir que as louças são lavadas numa bacia de água reaproveitada. Eu não morri, mas quando vi isso fiquei um pouco assustada. Também não estranhe se os refrigerantes, sucos e bebidas não estiverem tão gelados. Lá eles não tem muito costume de servir aquele refrigerante que desce queimando de tão gelado. Além disso, por conta da altitude parece que as bolhas de gás estão querendo fugir. Parece efervescente quando você coloca na boca. É uma experiência bem diferente. Só não é mais estranho do que pedir comida sem pimenta (sin locoto) e descobrir que a sua comida veio nadando em pimenta. Não se iluda quando algo tiver pimentão. O pimentão de lá é tão ardido quanto uma pimenta.

Tá vendo a banca laranjinha? É frango.
Tá vendo a banca laranjinha? É frango.

Em Tiquina nos instruíram a sair do ônibus e pegar um barco para Copacabana que com certeza cabia metade das pessoas que estavam dentro. Descobrimos logo onde tinham ido parar nossas malas. Lá você deixa suas malas dentro do ônibus que cabe de forma milimétrica em cima de uma balsa enquanto as pessoas entram num barco para atravessar. Tudo parece que vai dar errado e magicamente seu ônibus aparece do outro lado com a sua mala dentro.

Balsa de Tiquina para Copacabana
Balsa de Tiquina para Copacabana

Em Copacabana (3841m do nível do mar) fomos aconselhados pelo hostel a não caminhar sozinhos pela cidade durante a noite. Tudo bem, tinha cara de ser uma informação útil. Só esquecemos de comprar água e não tinha como conseguir de noite. O jeito foi beber água da bica. Naquele dia eu ainda não sabia que bebendo água da bica poderia pegar cólera. Por sorte nada aconteceu. Ali não era o melhor lugar para precisar de médico.

Na manhã do dia seguinte começamos a andar pela cidade. Todos os presentinhos eram muito baratos. Muito mesmo. Compramos algumas coisas e conhecemos a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, onde fica uma das imagens mais cultuadas da Virgem Maria, padroeira da cidade. Pudemos acompanhar um dia de bendición de movilidades no qual as pessoas adornam seus carros e fazem fila para que eles sejam abençoados pelo padre.

Bendicion de movilidades
Bendicion de movilidades
Interior da Igreja de Nossa Senhora de Copacabana
Interior da Igreja de Nossa Senhora de Copacabana

No dia seguinte atravessamos o Lago Titicaca (maior lago navegável do mundo) e chegamos até a Isla del Sol. O lugar é incrível e tem vários sítios arqueológicos. Você vai encontrar várias criancinhas querendo vender pedrinhas mágicas da ilha como souvenir. Lembre-se que não é permitido retirar nada de sítios arqueológicos. A vontade de levar uma lembrancinha é enorme, mas não pode.

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Lá do outro lado, o Peru.
Lá do outro lado, o Peru.
Jantar com pôr do Sol do Lago Titicaca
Jantar com pôr do Sol do Lago Titicaca

Em tempo: nos hospedamos no Hostel Perla de la isla. É um lugar limpo, com preço justo e comida decente. A única desvantagem é ter muitas escadas, como a maioria dos hostels. Lá mesmo compramos nossa passagem para Cusco. E foi a viagem mais doida de todas. Daí pra frente todos os dias esperamos um golpe de alguém.