Resgatando a memória dos (i)migrantes

Você deve ter reparado no título do post que eu coloquei o “i” entre aspas. Não, não foi por acaso.

O motivo disso é para evidenciar e valorizar a memória de outros povos que vieram para a hospedaria do Brás e não são originários de outros países já que boa parte dos migrantes que lá viveram vieram do Nordeste do Brasil em busca de melhores condições.

Para contextualizar, a hospedaria do Brás funcionou por muitos anos (até final da década de 70) recebendo migrantes e imigrantes vindos de outros lugares do Brasil e de outros países. A maioria deles chegava com emprego garantido e era encaminhado para colonatos e fazendas no interior do país ou para serviços urbanos em cidades como SP e RJ.

As hospedarias recebiam muitos imigrantes europeus, mas também faziam parte os árabes e japoneses (a partir de 1908). Muitos chegavam doentes por conta do trajeto que não tinha boas condições e necessitavam ficar em quarentena antes de seguir viagem.

Na verdade, os imigrantes europeus tinham a função de substituir os escravos alforriados e embranquecer a população. A maioria dos contratantes buscava alemães pois julgavam que eles eram mais preparados e mais brancos que os outros imigrantes. Contudo, foram os italianos e croatas que vieram em massa para o Brasil para desempenhar essa função.

Chegando aqui os imigrantes descobriam que as condições de trabalho eram precárias e que eles na realidade trabalhariam em condições muito ruins. Não suficiente, os contratantes ignoravam completamente o fato dos imigrantes não terem qualquer conhecimento sobre o solo e o clima brasileiros e, em muitas situações, não serem exatamente força de trabalho já que desempenhavam diferentes funções nos países de origem.

No Museu da Imigração estão várias cartas de chamada, objetos guardados que foram deixados pelos imigrantes, fotos e muitos outros registros dispostos em uma exposição bastante atual sobre aquele tempo que resgata a memória de tanta gente.

O acervo do Museu, está sob guarda do Arquivo Público de São Paulo. Para quem precisar pesquisar, pode fazê-lo pelo site do Museu da Imigração.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.