Veadeiros: onde comer e se hospedar

Quem nos acompanha, pode perceber que falamos bastante por aqui sobre a localização, estrutura, divisão e sobre os principais pontos turísticos da Chapada dos Veadeiros: um destino deste Brasilzão que você precisa conhecer antes de morrer!

Eu a Amanda apresentamos toda essa parte turística, mas ficou faltando falar sobre lugares onde se hospedar e comer por lá. Eu e meu marido, particularmente, tivemos uma experiência incrível em relação a esses dois quesitos. Além das belíssimas paisagens e dos incríveis lugares visitados, tudo que comemos e os lugares onde nos hospedamos muito nos agradou e até surpreendeu. Não esperávamos tanto dos locais.

Como a Amanda e eu já explicamos em posts anteriores, a Chapada dos Veadeiros se divide basicamente em 3 grandes polos: Cavalcante, Alto Paraíso e São Jorge. Esses são os 3 locais mais visitados por lá. (veja aqui)

Na minha experiência de 1 semana por lá, pude conhecer os 3 locais. Uns mais e outros menos e, como boa viajante, vivenciei a gastronomia dos 3 lugares e quero contar um pouco mais para vocês sobre essa prazerosa e gostosa experiência…literalmente!

Nossa estada teve início em Cavalcante, um município bem pequeno de Veadeiros, onde fica a famosa Cachoeira Santa Bárbara (veja mais aqui) e onde passamos 3 dias e 3 noites . Optamos por nos hospedar em um chalé super fofo na Pousada Recanto da Mata (reserve aqui), que me chamou atenção e fez reservá-la pelo preço bem justo, por ser um local reservado e conservado, cercado pela natureza e com vista livre pro céu de lá que todos elogiam ser maravilhoso…e é. Além disso, a pousada incluía café da manhã. Os donos foram super atenciosos e prestativos conosco. Nos sentimos em casa. Como a pousada estava vazia, nos deixaram usar a cozinha deles para guardar nossas coisas na geladeira, tomar água e usar o fogão. A atendente Glauci também foi muito solícita e simpática. Eles também nos auxiliaram com a a indicação do guia (Raílson), que foi super importante e nos ajudou muito nos 2 passeios grandes que fizemos (Cachoeira Santa Bárbara + Capivara e Complexo do Prata). Como chegamos lá no começo da semana, antes do feriado e ainda era aniversário a cidade, pegamos o local bem vazio e com alguns restaurantes mais famosos fechados.

Antes de falarmos da parte gastronômica de Cavalcante, vale ressaltar que a região, por ser a mais afastada e por isso muitas vezes menos procurada para estadas, não oferece vastas opções e as que tem não são muito refinadas. Mas o legal é justamente isso, pois os bares e restaurantes trazem a história e o bucolismo local. Os pratos são muito bem temperados e contam com a maravilhosa mistura de ingredientes do nosso rico cerrado.

Na primeira noite, acabamos optando por comer uma pizza e paramos num local bem raiz, simples, mas que nos chamou muito a atenção! Era o Bistro Quilombo. Meu marido que não é muito fã de massa, adorou a pizza deles e eu também. Para beber, pedimos um drink com frutas da estação que estava sensacional de gostoso e lindo e como eu não sou de ferro e adoro um docinho, ainda mais se tiver banana… rs, pedi de sobremesa um calzone de banana, com queijo e açúcar mascavo, que também estava muito bom… de verdade! Comemos bem e gastamos bem pouco. Além de tudo isso, o atendimento foi muito carinhoso e acolhedor.

No outro dia, almoçamos durante o passeio, nos restaurantes ao final do passeio (eles estão sempre lá!) e onde servem comidinhas daquelas bem caseiras, cheiiinhas de tempero, amor e história. Vale total a pena! À noite fomos comer no restaurante mais famoso e sofisticado de Cavalcante: Matula Cozinha e Bar. Passamos na frente dele na ida para a Santa Bárbara e achamos super charmoso, mas infelizmente estava fechado e não sabemos porque. Mas vá e experimente. Dizem que é o melhor. Pela estrutura, beleza e pelas fotos que vi, parece ser muito bom. Se for, me conte aqui, por favor!

Como o Matula não estava aberto, aproveitamos para conhecer a famosa Cervejaria da Região: Cervejaria Aracê. Encontrá-la, à noite, não foi muito fácil. Você vai dirigir alguns km em estrada de terra, sem luz, mas vai chegar e vale a pena. O local não tem nada demais, mas impressiona quando entramos porque parece que seria muito mais simples do que é. Eu achei o ambiente muito fofo! A iluminação, a decoração simples e rústica… eu e marido gostamos bastante. Pedimos uma carninha que veio linda em cima de uma folha de bananeira, super acebolada e umas cervejas artesanais da casa, mas a surpresa maior foi a sobremesa: um sorvete artesanal de baru. Nossa… que delícia! Meu marido provou o meu, não resistiu e pediu um para ele também. Não encontrei mais em lugar nenhum de Veadeiros.

Depois de Cavalcante, fomos para Alto Paraíso. Combinamos de ficar na magnífica Woodstock Guesthouse (reserve aqui). Eu vi uma blogueira lá no quarto com banheira de hidromassagem e fiquei apaixonada. Aí entrei no IG da Pousada, vi mais fotos, o local e me apaixonei mais ainda e não pensei 2x. Como a diária era um pouco salgada (R$600,00 com café da manhã), pagamos 1 diária para ser nosso day off… aquele para ficar de bobeira, descansando, namorando e curtindo o visual lindo que a Pousada proporciona. É incrível! Não dá vontade de ir embora. Muito linda, aconchegante sofisticada e cercada de muito, muito verde e por uma montanha linda, que dá até para subir. Do terraço é possível assistir ao pôr do sol e eles ainda contam com uma ilustre anfitriã, a cadela Estrela, que é a sensação de lá e tem até Instagram (@estrelawoodstock). Fiquei sabendo que tem gente que já até pagou day use para ela na Pousada Inácia (reserve aqui – linda também por sinal!). Para chegar até a pousada, são 7km da cidade e mais 11km de estrada de terra.

Em Alto Paraíso, as opções são mais variadas. Um dos restaurantes mais tradicionais e conhecidos por lá é o VENDINHA 1961, onde fomos comer por 2 dias consecutivos, porque era BBB: bom, bonito e relativamente barato! Os queridinhos de lá e muito famosos são os pastéis. Realmente valem. Tem diversos sabores, são grandes e bem recheados. Se comer dois, já se sente cheio. Tem recheio para tudo quanto é gosto e opções bem típicas da região, como os de Gueroba com carne de porco ou o de carne com pequi. Comemos pastel, sopa e nos surpreendemos com a batata com queijo e bacon, que era para 2, mas servia 6 pessoas. Era gigante! No Vendinha, todo mundo sai contente. Tem de tudo um pouco: petiscos, caldinhos, massas, refeições, drinks, sobremesas e até opções veganas!

No dia seguinte, após termos sido agraciados com um lindo nascer do sol, tomado banho na piscina e brincado de bola e com a Estrela, relaxar na banheira de hidromassagem, resolvemos ir almoçar no Restaurante L’Alcofa, que fica dentro da Pousada Inácia, que fica bem próxima a Woodstock onde estávamos, com acesso direto e gratuito para a famosa Cachoeira Almécegas II (a menor). O restaurante é um luxo só. Só tinha a gente e então batemos altos papos com o garçom, que nos apresentou todas as acomodações da Pousada. Tem tudo lá: quarto de vinhos, espaço para leitura, espaço budista, mirante, sala de massagem… lugar que impressiona. Se quiser se hospedar por lá, tem que estar disposto a pagar singelos 1000 reais numa diária! hehehehehehe!! Pra quê se a gente pode ir lá, conhecer, comer e tirar fotos tudo de graça, né?

No segundo dia em Alto Paraíso, eu quis muito conhecer o famoso Jambalaya. É o mais sofisticado da região. Os pratos são exóticos e as opções vão de saladas mais elaboradas a massas, carnes, risotos. Pedi algo diferente como de costume (não me recordo o quê). Estava bom, mas não era tudo o que eu esperava. Os pratos vieram relativamente bem servidos e o preço é mais salgado. Mas o local acaba compensando. Decoração aconchegante, elegante e intimista. Tudo rodeado de muito verde e luz de velas.

Depois de sairmos da maravilhosa Woodstock, fomos para a charmosa e moderna Casa Pergamon. Que coisa mais linda! Amei a decoração e tirei bastante fotos porque quero fazer igual quando eu tiver uma casa. Rs!

Ainda em Alto Paraíso, numa noite, resolvemos dar um pulo em São Jorge para conhecer essa vila tão famosa por lá. Ficamos impressionados com o local. O ambiente nos lembrou muito Ilha Grande (RJ). Fiquei abismada com a quantidade de restaurantes para um local tão pequeno. É ambiente é muito frequentado por jovens, mas oferece opções para todos os gostos, idades e bolsos. Aproveitamos para conhecer o renomado Restaurante Santo Cerrado. Ele fica um pouco escondido, um pouco mais para dentro do vilarejo, mas tem um ambiente e clima únicos. Que lugar! A galera senta no chão, em mesas baixas, tiram os calçados… No dia, estava tocando um jazz maravilhoso e ficamos ainda mais apaixonados. Pedimos um risoto, claro, e amamos de paixão! Huuuum!! Deu até água na boca!! A panelinha é pequenina, mas engana um pouco. Saímos satisfeitos. A conta deu em torno de 140,00, com bebida.

Já tô com vontade de fazer tudo isso de novo!

ENDEREÇOS: Bistrô Quilombo: Quadra 23 Lote 181, R. do Rosário, Cavalcante – GO.
Cervejaria Aracê: Rua Beco Três (segue ela direto e verá, após um breu total, o letreiro luminoso da foto a sua esquerda).
Matula Cozinha e Bar: R. João Guilhermino Magalhães, Cavalcante – GO.
Vendinha 1961: Av. Ary Valadão Filho, 787, Alto Paraíso de Goiás – GO.
Restaurante L’Alcofa (Pousada Inácia): Rodovia 010 KM 159 – Fazenda Almessegas, Alto Paraíso de Goiás – GO. Santo Cerrado Risoteria e Café: Viela C, Quadra 08, Lote 2, s/n Vila de, Alto Paraíso de Goiás – GO. Pousada Recanto da Mata: BR 241 BR 241, Cavalcante, GO – 2 diárias = R$300,00 Casa Pergamon: 180 Rua Gumercindo Barbosa, Alto Paraíso de Goiás, GO – 3 diárias = 1.065,00
Woodstock GuestHouse: Rua Vale Verde, km 10 Fazenda Woodstock, Alto Paraíso de Goiás,  GO – 1 diária = R$600,00

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