2019: a mudança começa em você!

Pelo título do post você já sabe sobre o que eu vou falar. Ficaria fácil só contar o que eu fiz e a minha trajetória de sucesso, só que eu tive um longo caminho e não posso deixar de falar sobre ele aqui. Escolhi esse dia pra me dedicar a escrever sobre esse assunto porque estou completando um ano desde que tomei a decisão de mudar de vida.

Preciso começar contando como é a vida de uma pessoa gorda (sim, não me perturbe por usar essa palavra) apesar de eu só ter aparentado estar acima do peso quando a situação estava mais do que fora de controle. Mas antes disso eu já vou mostrar o progresso porque eu quero que você chegue ao final desse post, ok?

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Primeira foto: meu maior peso registrado em foto, em nov/2017. Última foto, 31/12/2018, com 34kg a menos.

Eu sempre fui uma criança mais gordinha que as outras. Fofinho, né? Mas meus problemas começaram a surgir cedo, quando eu comecei a perceber que o meu peso estava afetando a minha mobilidade. Eu ainda aparentava ser uma pessoa dentro dos padrões. Porém, sempre sedentária.

Foi na época que eu comecei a viajar que o peso começou a me incomodar de fato. Eu não conseguia andar muito, correr, ficar muito tempo com a minha mochila nas costas….tudo me doía. E eu simplesmente me recusava a acreditar que era o meu peso que estava causando aquilo. Parecia pra mim – e para os outros – exagerado que eu estivesse acima do peso.

E aí foi piorando a coluna. Meu peso foi aumentando de forma que eu não notava. Eu não conseguia esquiar porque não conseguia levantar sozinha quando caía. Basicamente era frustrante ver meus amigos conseguindo fazer com facilidade coisas que eu deveria conseguir também. Eu não tinha disposição pra fazer o que eu mais amo na vida, que é viajar. Nem me pergunte aqui como eu entrei em um balão e numa roupa de mergulho (o tanto de lastro que tinha nela nem me deixava levantar do banco).

Eu não parei de engordar. Continuei achando normal. Meus exames de sangue estavam normais. Repito pra você que está lendo: MEUS EXAMES DE SANGUE ESTAVAM NORMAIS. Aprendam, por favor, exame de sangue não fala mais que o seu próprio corpo. Se algo parece errado, provavelmente está.

Ano passado, quase 10 anos depois da ladeira começar a descer e meu peso só subir, meus exames de sangue começaram a denunciar aquilo que eu já estava cansada de saber mas insistia em lutar contra. Era hora de parar e abrir mão de um monte de coisas que pareciam impossíveis.

O cenário já era crítico. Eu já não achava roupas que não parecessem capas de botijão de gás. As poucas que tinha viviam rasgadas de tanto que eu usava. O gordo não consegue MESMO se vestir bem nesse país. E esqueça da possibilidade de caber numa cadeira da classe econômica de um avião. Sua bunda não vai caber. E se couber, com sorte o cinto vai fechar e você não vai sofrer de claustrofobia.

Eu cheguei aos incríveis 116,5kg sem vergonha nenhuma de assumir isso ou de falar abertamente sobre qualquer um dos detalhes acima. Eu não sei mesmo como é possível ser feliz com tanto peso. Me desculpem aqui aqueles que acreditam na aceitação e tratam com naturalidade. Pra mim foi uma questão de saúde. Já não dava mais pra dormir de tanta dor na coluna e eu ainda tinha que dizer pra mim mesmo que eu precisava me aceitar como eu era. No way! Não consigo acreditar que de todos os gordinhos do mundo só os meus joelhos e a minha coluna sintam as consequências do peso. A conta pra mim começou a não fechar.

Foi aí que eu silenciosamente decidi que ia tentar mais uma vez perder peso. Dessa vez com remédios que não iam mexer com o meu sistema nervoso (posso escrever sobre a minha experiência com eles qualquer dia) e que ia me dispor a comer melhor. Sem cobranças, mas com disciplina. Até janeiro do ano passado eu nunca tinha colocado um alface na boca. Mas a decisão foi tomada e hoje não dói tanto experimentar alimentos novos.

No primeiro mês eu só fiz dieta e fui 100% fiel. O resultado veio, claro. 8,5kg a menos na balança. Eu ainda não estava com acompanhamento médico. Estava seguindo a dieta que o médico passou pra minha mãe pra pegar uma carona e ver se me adaptava. Como consequência também não tinha uso de nenhum remédio.

Aí fui ao médico, fiz os exames. Comecei a consertar cada coisinha aos poucos. Tinha muita coisa bagunçada dentro de mim. Não vou entrar em detalhes porque não sou médica e não quero citar remédios aqui.

O importante é dizer que o resultado continuou vindo. Eu comecei a usar os remédios, mas 4 meses depois parei e rolou aquele medo de ganhar peso novamente. Bom, já passaram mais 8 meses e tô indo bem sem nenhum ganho de peso no final dos meses, mas me disciplinando muito.

O que eu descobri nesse ano foi muito mais incrível do que só o que as pessoas veem nas fotos e o que eu vejo no espelho. O remédio é a muleta de quem quebrou a perna. Não o andador de um idoso. É assim que você tem que encarar. Ele vai sair da sua vida e você tem que se preparar pra quando isso acontecer. Mudar aos poucos seus hábitos, evitar exagerar na comida, escutar seu corpo, ouvir até a sua fome e entender que ela não é tão grande assim. Só assim você consegue vencer a obesidade e reprogramar a sua mente pra deixar de entender a comida como forma de recompensa.

Tá tudo bem um dia você comer “errado”. Somos humanos! Mas tá tudo mal se no dia seguinte você comer errado porque já comeu errado no dia anterior e continuar fazendo isso por dias.

E se você ficou pensando na sua muleta eu te conto como funciona. A maioria das pessoas passa a vida procurando todos os dias uma muleta melhor quando a solução dos problemas é só curar a perna quebrada.

Se você estava esperando um 2019 maravilhoso, pode acreditar, ele vai vir. Só que a mudança que você quer ver no mundo precisa começar dentro de você. Ela pode começar hoje mesmo. Que tal?

Pra quem quiser é só me mandar um e-mail ou comentar aqui embaixo. Vou ter o maior prazer em trocar uma ideia com pessoas que estejam precisando de ajuda assim como eu também estive um dia.

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