Bariloche, Argentina

7 dias em Bariloche foi um sonho, muito além das minhas expectativas. Além de encantadora a cidade nunca para e tem atividades para todos os gostos. Eu arrisco dizer que até moraria lá.

Conhecida como um ótimo destino para casais, Bariloche também é um ótimo destino para solteiros e mochileiros. Se visitar Bariloche, aproveite para fazer amigos!

Começamos os planos da viagem escolhendo o melhor período para viajar. Depois de muito pensar, agosto foi o mês escolhido. Visitamos muitos sites e vimos de acordo com as temporadas passadas que o período de neve é cada vez mais curto, por isso viajamos no mesmo período em que nevou no ano passado.

Se você quiser acompanhar o tempo, tem também algumas câmeras que eu usei bastante para me programar. http://www.vamosparabariloche.com.br/tempo.html

Não foi uma viagem completamente nevada, até porque não neva mais com tanta frequência na cidade por conta da urbanização. Mesmo assim, vimos neve na cidade em uma madrugada.

O próximo passo era a escolha do Hostel. Aqui fica minha melhor dica. Se você é solteiro e quer fazer amigos, hotel não é uma boa opção. Hostels são muito mais amigáveis e divertidos. Além de serem muito mais baratos. Escolhemos o Hostel Los Troncos quase aleatoriamente. Pensamos na proximidade com o Lago Nahuel Huapi e quando chegamos nos surpreendemos. Realmente a localização era ótima (Av. San Martin, a principal). Perto do lago, do centro cívico e principalmente, longe das ladeiras…que são infinitas.

Sala de estar do hostel
(http://www.hostellostroncos.com.ar/)

Nós, que nunca tínhamos visto neve na vida, decidimos ir esquiar logo no dia seguinte. Escolhemos o Cerro Catedral como destino pra essa aventura.

Tudo incomoda nessas roupas esportivas. A bota incomoda, o ski parece uma prancha de surf e ficar de pé nele também não é das coisas mais fáceis do mundo. Missão cumprida! Mesmo com a neve não tão solta, conseguimos esquiar na parte para aprendizes. Depois de ficar em pé, o novo desafio era ficar parada em cima dele.

ski
O famoso ski. Só faltou a foto dos bastões.

 

Para chegar lá é bem fácil. Na própria Av. San Martin passa um ônibus às 10h (tem também alguns mais cedo) para os Cerros. É o transporte mais barato até lá e todo mundo leva o equipamento no ônibus. Confesso que não é fácil, porque o ônibus está sempre lotado, mas se você quiser economizar, sugiro que alugue na cidade e não nos cerros.

Entrada do Cerro Catedral

E pra não dizer que só contei as coisas boas preciso dizer que tomei muitos tombos que me garantiram enormes hematomas, mas juro que cair na neve não machuca.

O tombo perfeito

Em um outro dia, até curtimos uma nevasca em um ponto mais alto do Cerro. Como nevava muito, não pudemos subir mais.

Nevasca!

– After Ski

Essa foi uma surpresa. Pra mim pelo menos.

Sair da estação de ski e encontrar lá mesmo várias baladas enormes onde os praticantes de ski e snowboard se encontram no final do dia. Como todos os brasileiros, também me surpreendi várias vezes com o preço baixo para consumir e com as entradas sempre gratuitas.

After ski no Cerro Catedral

 – Alimentação no Cerro Catedral

Além do after ski, outra dica é subir no cerro mesmo que seja só para comer. O restaurante que fica lá no alto tem uma vibe ótima e comidas maravilhosas. Também é uma ótima oportunidade para secar as luvas na lareira e se esquentar um pouquinho.

Se você estiver muita sede constantemente como eu, não faz mal comer neve também. rs

Em dia de nevasca, a melhor opção é se refugiar no Conexion e aproveitar uma ótima comida caseira.

Fizemos muitos outros passeios, que são bem típicos para quem não conhece Bariloche. Vou listar abaixo e mostrar algumas fotos.

– Cerro Tronador

Talvez seja um dos passeio mais famosos e mais incríveis. O caminho até lá é lindo e chegar lá é ainda mais incrível. Você fica uns minutinhos esperando e logo ouve o barulho do trovão quando a neve desmorona.

O Cerro Tronador é um vulcão ativo e tudo que você vir no chão é feito de lava vulcânica.

Caminho para o Cerro Tronador
Rocha Vulcânica e o Cerro Tronador ao fundo

– Cerro Otto / Ski Bunda / Piedras Blancas

É em Piedras Blancas que a maioria das pessoas que não gostam de ski se divertem com a neve. Especialmente as crianças. É impossível sair seco ou sem um monte de neve dentro da roupa.

http://www.piedrasblancasbariloche.com/

– Isla Victoria / Bosque de Arrayanes

Esse é mais um dos passeios famosos da patagônia argentina. O barco sai do Puerto Pañuelo e a bordo do Cau Cau você passa um dia inteiro navegando pelo Lago Nahuel Huapi e alimentando gaivotas até chegar ao Bosque de Arrayanes.

Gaivotas e a Cordilheira dos Andes ao fundo

Diz a lenda que esse somente nesse bosque existem os Arrayanes e que as árvores foram usadas como referência na criação do personagem Bambi. 

Chegada ao Bosque de Arrayanes
Arrayanes

Já a Isla Victoria, era habitada por indígenas que deixaram marcas nas pedras. Nela você vai conhecer diversos tipos de pinheiros e sequóias bem altos. Algumas das árvores que estão lá chegam a demorar 10 anos para crescer 1cm.

Chegando na Isla Victoria

– Noite em Bariloche

Esse é o tópico que vai interessar a maioria das pessoas. Há quem diga que Bariloche é um lugar cheio de adolescentes e casais. Calma! Tem espaço para os solteiros descontraídos também.

Fizemos uma longa pesquisa sobre qual o melhor lugar para frequentar em Bariloche e a resposta foi unânime: Wilkenny.

Wilkenny: a atração para bater carteirinha todos os dias

Realmente é um pub maravilhoso. Toca música boa, as pessoas são divertidas e o clima é bastante próximo do brasileiro, só que com mais gringos do que aqui.

Alguns dias arriscamos outros destinos (sem deixar de dar uma passadinha na Wilkenny antes, claro) e acabamos descobrindo outros dois lugares incríveis.

A Dusk, quase em frente, já não é um pub tímido, mas uma boate com direito a tudo que você puder imaginar. É normal encontrar as mesmas pessoas que estavam na Wilkenny por lá. Por volta das 3 da manhã todo mundo acaba migrando para a Dusk ou outro lugar. E foi numa dessas que conhecemos a famosa Grisu, no meio de uma nevasca.

Dusk, after Wilkenny
Grisu

O espaço é realmente incrível. Uma mistura de caverna e labirinto tão grande que tarefas como encontrar o toalete não são tão simples. 

E mulher tem mordomia…em todos os lugares de Bariloche. Você vai se pegar experimentando o Fernet e fazendo cara de “eca” em algum momento. Se seus amigos forem argentinos, você certamente vai beber o tal Fernet Cola todos os dias e até começar a achar gostoso. Até descobrir que é digestivo, que é xarope e outras tantas lendas. Mas se ainda não fez mal, por que faria?

Resumindo: você só vai ser infeliz em Bariloche se você for do tipo de pessoa que não se agrada com nada. Eu moraria por lá e juro que morro de saudade só de pensar.

– Os amigos que fiz

Hoje com o facebook tudo fica muito mais fácil. Difícil mesmo é a hora da despedida.

Tenho a dizer aos meus novos amigos que espero que venham em breve ao Rio. Será um prazer receber vocês. E um beijo especial para Tania, nossa amiga panamenha que provavelmente visitaremos no ano que vem.

Thais

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2 comentários Adicione o seu

  1. Adorei seu relato! Estou indo com uma amiga em maio/15.

    1. Thais Tupper disse:

      Que bom que gostou, Claudia! Aproveite seus dias lá porque vai ser incrível mesmo que não tenha neve ainda.

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